domingo, 21 de março de 2010

ECONOMIZANDO SEMPRE

Lembro-me muito bem da cena. Em pleno intervalo do Jornal Nacional, a tela ficando toda azul. Umas bolhas amarelas surgem ziguezagueando neste oceano, uma música de suspense vem aumentando seu volume ao fundo e finalmente o símbolo do Submarino dá as caras para o brasileiro comum pela primeira vez!

Era algo meio maluco de se ver. De repente, nos vimos soterrados de publicidade de um monte de empresas que nunca havíamos ouvido falar, umas tais de ponto-com, que começaram a pipocar em outdoors, rádio, revistas e até em TV no horário nobre.

A explicação desta onda é racional: como a gente faz algo em um ambiente que não conhece? Repete as fórmulas antigas e vê o que acontece. E assim se fez em muitas casas do ramo.
Lembro-me de termos fugido à tentação da mídia tradicional e acertado em cheio nos idos de 2003, ao escolher como estratégia de publicidade só investir em mídia online, quando fui responsável pelo marketing do extinto Shopping QualiVillas, site de comércio eletrônico do Banco Real. Por quê? Ora, éramos um site de e-commerce. E como tal, a publicidade tinha obrigação de gerar vendas e, se possível, imediatas.

Nosso raciocínio era simples assim: se eu anuncio o site numa rádio, por exemplo, eu tinha que torcer para que o Universo conspirasse a nosso favor de maneira que o ouvinte fosse impactado e cativado pelo anúncio, que ele guardaria na cabeça o complexo nome "QualiVillas" (Ops! Falha nossa ao criar um nome desses...). Tínhamos que acreditar também que ele era usuário de sites de compras ou pelo menos um simpatizante da coisa, que ele chegaria em casa ou no trabalho onde então teria acesso a um computador com internet e se lembraria de acessar o nosso site. Aí, se tudo desse certo, o nosso amigo compraria algo por lá. Haja fé!

Agora veja a diferença: eu anunciava em um site, num canal de compras de um grande portal, pagava infinitamente menos do que mídias tradicionais, eliminava algumas barreiras, pois o cliente já estava lá no computador, a um clique do meu produto. Era provável que gostasse de e-commerce mais que o usuário comum pois estava navegando em um canal de compras quando viu meu anúncio. E eu ainda conseguia medir precisamente o impacto de cada peça publicitária e mudar rapidamente toda uma campanha que não estivesse dando o resultado esperado, em questão de minutos!

5 anos depois, temos ainda mais opções bacanas de investimento de baixo custo, com sólido retorno na internet: blog marketing, links patrocinados, campanhas virais, e-mail marketing, anúncios em vídeo no Youtube, Search Engine Marketing e por aí vai...

Anunciando na internet, consigo respostas precisas para os maiores enigmas de um cara de marketing: Qual o custo de aquisição de um cliente no meu e-commerce? Qual o impacto da minha última campanha? Quantas vendas minha última news gerou? Estou aparecendo melhor ou pior na busca orgânica do Google? Quantas pessoas falam do meu site, bem ou mal? Devo ir por aqui? Devo ir por ali?... No caso de um negócio baseado na internet como é uma loja virtual, ter toda essa informação às mãos é muito melhor que molhar o dedo e apontar pro vento pra tomar uma decisão, não é mesmo?

Não sou contra as mídias tradicionais. Sou a favor apenas de sabermos adequar o nosso tipo de negócio ao tipo de mídia correto. E muitas vezes, uma estratégia de comunicação integrada de marketing comporta ações tanto no online quanto no offline com total sucesso... Mas nada de dar tiro de canhão pra matar formiga, como fez o Submarino naquela noite na TV. Nada de gritar a todos os pulmões se o seu cliente é surdo!

Sabendo gastar, nunca vai faltar, já dizia minha avó. E olha que ela nem conheceu a internet.

Água: Sabendo usar não vai faltar!

A Agência Reguladora de Água e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) controla, regula e fiscaliza a qualidade e quantidade das águas nos corpos hídricos do Distrito Federal. Por ser considerada um bem econômico, a água exige monitoramento e ações constantes que visem o seu total aproveitamento e inibam o desperdício. Inúmeros são os fatores que contribuem para a escassez da água. Os mais conhecidos são: a poluição ambiental, a falta de saneamento, o desperdício, a agricultura e a indústria. Juntos, esses fatores podem gerar uma crise de disputas e conflitos em nível mundial.

Assim, tendo em vista os fatores que contribuem de modo significativo para o mau aproveitamento da água, a Revista das Águas entrevistou Juliana Carneiro e Oliveira da Superintendência de Regulação Técnica da Adasa. Na ocasião, Juliana falou sobre os principais
pontos acerca do desperdício de água, inclusive o que está relacionado às perdas entre a estação de tratamento e o consumidor.

Revista das Águas: Em termos quantitativos, quanta água o brasileiro desperdiça?

Juliana: As águas que se perdem nos sistemas de abastecimento de água, que evaporam durante as irrigações e no uso da água em instalações industriais, formam um conjunto que representa a maior ameaça ao abastecimento dos brasileiros. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), 40% da água retirada no país é desperdiçada.

Revista das Águas: Com esse desperdício, o que poderia ser feito com a água?

Juliana: A água é dotada de valor econômico. Com o desperdício de água grandes investimentos devem ser feitos para suprir as novas demandas. A água, hoje desperdiçada, poderia servir para o abastecimento de milhões de pessoas que não recebem água tratada, melhorar as condições da agricultura, de forma eficiente, para a produção de alimentos, entre outros, sem a necessidade destes novos investimentos.

Revista das Águas: Fale sobre o desperdício da água nas estações de tratamento até chegar a casa do consumidor. Vazamentos, redes clandestinas, tubulação e canos mal conservados são fatores que contribuem para o desperdício?

Juliana: O desperdício de água começa nas estações de tratamento de água que, sem sofrer a manutenção adequada, desperdiça muita água nas retrolavagens e através das estruturas. As perdas continuam com as redes de distribuição e abastecimento e piora nas residências. Perde m-se entre 40% a 60% da água tratada e injetada na rede em vazamentos ou problemas como ligações clandestinas e roubo de água. Nas residências cerca de 70% da água entregue é desperdiçada em usos como banhos demorados, vazamentos de torneiras e descargas.

Revista das Águas: Quais seriam os meios de combater o desperdício nas estações de
tratamento?

Juliana: Nas estações o combate se daria com uma devida manutenção das estruturas da ETA, substituição de tubulações e adequando o tratamento à qualidade de água bruta. No geral, para o combate ao desperdício de água, a companhia de saneamento poderia adquirir diversos equipamentos, principalmente macro e micro hidrômetros, fazer reformas e limpeza adequada da rede de distribuição, realizar pesquisas e campanhas educativas.

Revista das Águas: Como a Adasa lida com o desperdício de água no DF e quais são as ações para evitar o desperdício de água no DF?

Juliana: Conhecedora dos problemas de escassez de água que já observamos no DF, a redução do desperdício é uma preocupação permanente da Adasa como forma de minimizar este desequilíbrio entre demanda x disponibilidade e, assim, postergar grandes investimentos em novos sistemas provedores de água, que fazem com que a tarifa de água aumente. Uma de suas ações é o incentivo à hidrometração individualizada em condomínios. A medição individualizada de água em condomínio representa um grande avanço nas questões condominiais tanto nos aspectos econômico e social, quanto no ambiental, constituindo-se numa forma inteligente de reduzir o desperdício de água. Dessa forma é possível fazer com que cada cidadão, ao pagar sua conta de água, saiba que está pagando por aquilo que realmente consumiu e não está pagando pelo desperdício de seu vizinho.

Revista das Águas: Como é a classificação do desperdício e quem desperdiça mais?
Desperdício doméstico, industrial, a agricultura (campo e lavoura), a poluição ambiental?

Juliana: A agricultura é responsável pela maior parte do consumo de água. Sendo assim, a agricultura é a campeã do desperdício, com irrigações mal feitas, já que cerca da metade da água utilizada não chega às plantações, perdida em infiltrações no solo e evaporações. Se houvesse uma redução de apenas 16% de desperdício de água na agricultura, haveria uma economia suficiente para atender a praticamente todos os outros setores juntos.

desperdicio

Abaixo, dicas da Adasa para evitar o desperdício de água e garantir a sobrevivência do ser humano:


· Ter plena consciência de que a água é finita;
· Não fazer ligações clandestinas;
· Não fazer mau uso da água;
· Cobrar o controle de emissão de resíduos industriais e doméstico, para que eles sejam
tratados antes de serem dispostos;
· Fiscalizar se o poluidor está pagando pelo lançamento de resíduos nos rios;
· Lembrar sempre que a água desperdiçada custa para o próprio bolso;
· Os proprietários e síndicos de imóveis devem sempre observar se o hidrômetro está funcionando direito, e controlar o consumo geral;
· Utilizar somente a quantidade de água necessária;
· Regar o jardim no verão pela manhã cedo ou a noite, para se evitar a evaporação, e no
inverno dia sim e dia não;
· Evitar banhos prolongados;
· Não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes e ao fazer barba;
· Fechar bem as torneiras;
· Verificar se há vazamentos e chamar um técnico;
· Olhar sempre as condições da caixa d'água, verificando rachaduras e se a bóia está em boas condições. Fazer o mesmo para a cisterna;
· Lavar previamente a louça em uma cuba, e em seguida lavá-las em água corrente, evitando manter a torneira aberta todo o tempo;
· Não varrer a calçada com água. Utilizar a vassoura primeiro, e depois jogar somente a água necessária à lavagem;
· Esperar até ter roupas suficientes para encher a máquina de lavar, e assim proceder a
lavagem. O mesmo vale para a louça;
· Carro não precisa ser lavado diariamente feito gente. Utilizar balde e sabão, evitando manter a mangueira ligada continuamente.

Selo Jacotei

jáCotei, o seu comparador de preços!

Bondfaro

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina